Um mês em Sorocaba

Segunda-feira, dia 14, completei um mês morando em Sorocaba. Fico feliz de dizer que hoje minha vida se encontra mais dentro dos trilhos. Estou cada vez mais acostumada à rotina intensa e tentando dar o melhor de mim em tudo, me dedicando ao trabalho e, ao mesmo tempo, tentando cuidar de mim quando chego em casa (entrei na academia!). As novidades agora vem de dentro da rotina ou de quando descubro alguma coisa legal perto de onde moro. A saudade de Aracaju já não é algo que arde no meio da semana, apesar da vontade de estar lá começar a dar pontadas logo na sexta-feira à noite. Como hoje é sábado e estou sem perspectiva nenhuma de sair, a saudade bateu bem forte (sorte a minha que minha mãe e meu namorado não se importam de fazer vídeo-chamada em momentos aleatórios do dia).

Ainda não conheci ninguém a ponto de ter uma intimidade que me instigue a convidar para sair comigo e isso pesa um pouco nos finais de semana. Eu sempre gostei de ficar sozinha e isolada no meu quarto em Aracaju, mas isso porque eu sabia que tinha a escolha de estar com alguém ou não. Hoje não tenho mais essa escolha e dói um pouco se ver tão sozinha. Tenho encontrado um pouco de alívio nas tarefas domésticas, nas conversas com meus cactos ou ao ver receitas diferentes que não sei se vou fazer na internet. Às vezes me arrisco a ir no shopping só para ver as pessoas passando, entrar na livraria e sentir saudade do quanto eu conseguia ler ou dar uma olhada nas roupas. Nada demais.

Me acostumar à Sorocaba não foi tão difícil porque muitas coisas lembram meu intercâmbio na Alemanha. A empresa no meio de uma floresta, as caminhadas que preciso dar até chegar no meu departamento, o frio, a necessidade de me virar com o que tem para comer em casa, a cidade calma e cheia de parques verdes. Às vezes fecho os olhos, regresso para 2014 e sinto um quentinho no coração. Até no meu trabalho o foco é com algo relacionado ao que trabalhei no estágio que fiz na Alemanha, então tudo parece familiar, mesmo que na essência não seja. Em relação às pessoas, ainda estou formando minha opinião, mas em geral as pessoas são muito legais e simpáticas. Os ubers que peguei aqui todos possuem histórias legais para contar e parecem super interessados no que você está achando da cidade.

Minha vida não é um filme, mas ainda bem que quase todos os dias tenho episódios engraçados e a chance de rir muito com o pessoal da trabalho. Sei que aos poucos vou levando a vida e encontrando uma maneira de conhecer mais gente. Por enquanto tem sido uma caminhada um pouco solitária, mas tudo o que preciso é ter paciência mesmo.

 

Advertisements

Fragmentos #1

Escolher enxergar a vida por uma ótica mais poética é um exercício muito gostoso que todo mundo deveria fazer de vez em quando. De repente, coisas que estavam ali na sua frente desde sempre começam a ser notadas de uma forma muito intensa. O balançar das folhas das árvores, a noção do quanto seu cacto cresceu, o céu que se põe cor-de-rosa no horizonte, as formigas que fazem fila até chegar no doce que você esqueceu na mesa. Parece que o mundo começa a girar em câmera lenta e você pode se dar o luxo de ficar ali parado por alguns minutos observando como a vida funciona fora da sua cabeça. Em coisas absolutamente pequenas você começa a enxergar uma beleza extraordinária e começa a ser grato por poder presenciar esses pequenos milagres diários.

(…)

Recentemente, tenho visto muitos episódios de Grey’s Anatomy um atrás do outro. Sei que esse seriado vai trazer muitas desgraças daqui pra frente e sei também que meu coração será partido um milhão de vezes, mas mesmo assim eu decidi dar uma segunda chance. Se tanta gente fala tanto sobre ele, é porque existe um motivo. O que me agrada é a semelhança daqueles personagens com a vida real. Eu não enxergo personagens, enxergo pessoas que se embolam em um monte de mentiras achando que as coisas vão passar e não vai ser um problema ter mentido ou omitido questões, tentando levar um dia após o outro com seus problemas pessoais e familiares enquanto estão tentando salvar a vida de outras pessoas. É um seriado muito intenso. Ainda bem.

george stevens GIF

(…)

Não consigo escolher um tema que me agrade no blog a ponto de deixar o suficiente para que vocês consigam reconhecê-lo assim que o abrem. Sei que esse troca-troca é chato, mas eu preciso me sentir em casa para conseguir escrever mais e preciso que ele traga a simplicidade que estou procurando na minha vida e nos meus dias. Talvez ter colocado o nome de uma cor no título do blog não tenha me ajudado muito, mas é isso aí. Se eu começar a colocar cores amarelas, vermelhas e azuis, saibam que pink ainda é minha cor.

 

 

Amizades de internet e conexões

Sou muito prolixa na hora de descrever certos acontecimentos. Acontece que eu estava há dias tentando escrever toda a experiência que foi poder encontrar minhas amigas de internet™ em São Luís do Maranhão, mas a forma que relato os fatos é quase como se eu quisesse pegar todo e qualquer detalhe que eu lembrasse e escrever ali. Queria dizer que é porque eu não queria perder nenhum acontecimento, mas 6 meses depois esses detalhezinhos tão valiosos começaram a embaralhar na cabeça então nem sei muito bem mais a ordem que algumas coisas que aconteceram, então resolvi falar de uma forma geral sobre todo o sentimento que esse encontro com as meninas me trouxe.

Um encontro da Máfia é algo que agarra o sentimento do mundo todo e transforma o momento em um universo paralelo onde nada mais importa além da amizade. Os namorados são segundo plano e os problemas da vida real não são o maior foco, tão comuns em mesas de bar. Como temos tão pouca chance de estarmos todas habitando o mesmo lugar, estamos ali apenas para celebrar a nossa amizade da forma mais pura possível. Quer dizer, não há outra opção quando sete mulheres de estados diferentes não pensam duas vezes antes de comprar a passagem para estar presente no casamento de uma amiga, tornando o momento uma cena digna de cinema.

Chegar em São Luís foi fácil. Difícil foi esperar as meninas aparecerem no desembarque para me receber. Eu passei 4 anos me comunicando com elas estritamente via redes sociais (whatsapp, facebook e twitter), já tinha ouvido áudio, visto vídeos, mas nada te prepara para o encontro cara a cara. Por um momento achei que tivesse vivido um sonho durante esses quatro anos e que eu estava lá à espera de ninguém porque elas tiveram contratempos e demoraram pra chegar no aeroporto, mas assim que a gente se encontrou, já foi uma alegria besta. Confesso que não foi fácil me acostumar. Às vezes parecia que eu tinha sido jogada no meio de um grupo de amigas se conheciam melhor a mais tempo e por diversas vezes tive a sensação que estava sendo incômoda. O primeiro dia foi todo regado nesse tom pra mim, mesmo quando elas colocaram Sandy e Júnior para tocar e pude cantar junto com elas. A primeira quebra de gelo que tive foi quando Deyse precisou de alguém para dirigir o outro carro porque o primeiro já estava cheio e, veja só, eu disse “eu tenho carteira”. Se alguém me perguntasse o que eu estava fazendo também não saberia dizer, mas eu queria me sentir útil em alguma coisa e foi assim que às 22h (23h?) eu peguei o carro e dirigi em São Luís do Maranhão acompanhada da Passarinha (Paloma) que me deu o maior apoio o caminho todo.

A segunda quebra de gelo veio na hora de decidir quem ia dormir e onde porque, regra dos encontrões, todas dormem no mesmo quarto e de preferência na mesma cama. Entrei em estado de nervos também porque não queria incomodar ninguém e me colocaram para dividir colchão com a Tary. Acho que fiquei tão nervosa com a situação que do mesmo jeito que deitei, acordei HAHAHA. Depois disso, eu já estava me sentindo um pouco em casa. Quando fui tomar café-da-manhã, os namorados das meninas já estavam tomando o café deles e conversei com eles. Aparentemente os ANOS de engenharia me deixaram mais confortável para quebrar o gelo conversando com os meninos do que com as meninas (o que é ridículo porque elas são maravilhosas).

Daí fomos para o nosso dia de princesa no salão de beleza. Eu nunca fui muito fã de salões, mas aquele lugar tornou tudo especial porque foi ali que me senti em casa pela primeira vez. Foi ali que senti uma alegria tão forte que parecia que ia sair do meu peito. Tínhamos robes floridos com nossos nomes escritos e me senti muito abençoada por ter aquelas amigas na minha vida. Tiramos fotos, brincamos umas com as outras, conversamos. Eu fui mais vulnerável e mais feliz do que nunca.

Foi também um dos dias que me senti mais bonita na minha vida. Até então não tinha conhecido o poder uma maquiagem bem feita. De lá pra frente foi só alegria. Vestidos coloridos, flores e sorrisos. Fomos para o casamento da Dedê que, diga-se de passagem, foi uma das coisas mais mágicas que já vivi. Só faltou subir os créditos no final porque parecia um filme de comédia romântica. A vista para o mar, o entardecer, as flores, as meninas, foi tudo perfeito. Inclusive o show da Natália Leite com um monte de músicas atuais em tom de forró e muita tequila, por favor. Fomos dormir acabadas e acordamos todas vestindo nossos robes e prolongando aquele momento especial.

No terceiro dia fomos para a praia, o que também trouxe momentos maravilhosos de 8 sereias completamente felizes e renovadas com a vida. Após isso almoçamos e conversamos HORRORES e daí começaram a se dar algumas despedidas. Um momento muito triste e cruel de calling para a vida real. No último dia só tínhamos eu, a Tary e Dedê e demos uma volta em lugares turísticos e comemos mariscos na praia para fechar aquele final de semana incrível.

Escrevendo sobre isso agora e vendo as fotos, eu gostaria de voltar em setembro do ano passado mesmo com toda a turbulência que estava vivendo porque sei que reviver todos os momentos valeria à pena. A vida pós-encontrão é um pouco difícil de assimilar. Tão difícil que demorei meses para poder escrever um texto definitivo sobre essa experiência. Se eu pudesse dar alguns conselhos para todo mundo, seriam conheçam seus amigos da internet ao vivo. É uma experiência única e maravilhosa. Além disso, tenham migas. Elas são o que fazem tudo o que foi vivido ter um sentido maior. E, por último, estejam abertos para conhecer novas pessoas através do world wide web.

 

Zonas de conforto e um novo mês

A primeira newsletter do ano da Júlia Medina trouxe um resumo de como estava sendo seu mês de janeiro pós-formatura. Basicamente, ela diz sobre os dias que parecem estranhos sem obrigação de nada para fazer depois de anos na loucura da escola seguida da graduação dela. Sobre como às vezes bate uma angústia existencial absurda, mas também sobre como esse tempo de calma tem sido interessante o suficiente para viver o presente e dar valor nos detalhes dos dias que vão passando, às vezes devagar demais, às vezes rápidos demais.

Ela conseguiu sumarizar absolutamente tudo o que tenho vivido nesse período entre o final da graduação e os próximos passos, sejam eles quais forem (é normal demais não ter certeza nenhuma do que se quer). Sem querer, fui direcionando os meus para a vida acadêmica e cheguei ao fim das provas e seleções de mestrado. Acabou que na última seleção que fiz em janeiro para a universidade que mais queria cursar meu mestrado, não passei e vou ficar aqui na universidade onde fiz minha graduação. Apesar de todos os prós de poder ficar na casa dos meus pais com todas as regalias, perto da minha família, namorado, amigos e doguinhos, me dá um nervoso absurdo porque já me disseram que o mestrado daqui é de arrancar o couro de um (hehe). Mas disseram que se você sobrevive, tá preparadíssimo para entrar em um doutorado com facilidade. Veremos.

Dentro dessa pilha toda de pensar no que será minha vida a partir de março, tenho aproveitado a calma dos dias para andar de bicicleta (bem menos do que estava andando em dezembro devo confessar), caminhar com os meus cachorros e viver meus relacionamentos da melhor maneira que consigo me puxando para fora da minha zona de conforto que, inclusive, é algo que tem me deixado muito incomodada. Comecei a prestar atenção nos meus padrões no mês passado e percebi que tudo o que faço dentro dessa zona é procrastinar as coisas que preciso/quero fazer. Não me esforço para marcar um encontro com meus amigos ou fazer algo especial e divertido com meu namorado, deixo de fazer academia que está me fazendo tão bem, como porcarias que sei que vão me fazer muito mal, fico vendo vídeos do youtube em looping infinito, fico vendo os stories de outras pessoas, assisto séries no youtube até meu corpo sentir que está cansado demais e durmo porque, com toda essa inércia, isso é o que eu tenho vontade de fazer durante a tarde. Minha zona de conforto tem me deixado desconfortável porque nela não quero fazer absolutamente nada e não cumpro nada das pequenas tarefas que me proponho no começo da manhã.

Confesso que tem sido difícil ficar em casa após esses anos todos de estudo sem ter uma obrigação concreta no meu dia a dia e isso tem me jogado para o fundo do poço dessa zona com direito a surtos de “eu não faço nada, não sirvo para nada, sou uma incompetente, etc”. Se eu estivesse me sentindo bem aqui vivendo isso desde outubro, tudo bem, mas não tem sido bom. É muito ruim sentir que tudo o que você tem feito não tem um propósito. Que seu objetivo no dia é saber o que vai comer, quantas vezes vai dormir e quantos episódios vai assistir daquela série que você adora. Se você também se sente assim, te proponho a colocar um pé para a fora da zona de conforto junto comigo e contar como foi essa jornada no final de fevereiro.

via tumblr

Para vocês terem ideia, ontem fiquei no dilema de ir para o bloquinho que aconteceu perto da minha casa ou ficar em casa descansando porque estava com preguiça de ir lá dançar e socializar (!!!!!!!!!). Sendo que minhas amigas estavam lá e meu namorado super topou de ir. Acabei indo, tomei duas skolbeats, parei no meio da rua pra rebolar a bunda ao som de uns funks que todo mundo sabia menos eu e beijei muito meu amor. Se isso não for carnaval, eu não sei o que é. Além disso, ainda esse fim de semana aceitei o desafio do meu irmão e do meu namorado de ficar em pé no skate e acabei aprendendo a ANDAR DE SKATE de verdade (i’m not kidding, aprendi a remar e seguir em frente). É esse tipo de proposta que tenho para vocês, até porque fazer esse tipo de desafio em conjunto é muito mais divertido. Vamos?

Cabeça confusa (as always)

Uma coisa que eu não queria fazer com esse blog era transformá-lo num depósito de amarguras. Talvez eu tenha sido otimista demais considerando o meu padrão (escrever sobre tempos desesperados, medos e ansiedade), mas acho que é ok vocês saberem que eu só ando confusa com o que está acontecendo com a minha vida o tempo todo.

Depois que formei na faculdade não tenho entendido muito bem como manter a minha cabeça sã e mais leve. Parece que, mais do que uma pressão externa para arranjar um trabalho ou qualquer coisa, a pressão interna é duas vezes pior. Você fica se culpando por não estar fazendo nada, por estar usando o dinheiro dos seus pais, por não ter conseguido nada ainda, por achar seu currículo péssimo, por não ter virado o agente que move sua vida pra frente, sabe? Eu formei em um curso (engenharia de materiais) que o mercado ainda não faz ideia do que a gente faz, muito menos as pessoas, e foi só no final do curso que me dei conta disso. E só de escrever sobre isso deu uma vontade de dar uma choradinha aqui enrolada nas minhas cobertas.

tumblr_p10tejavCJ1uema58o1_540

Desesperos a parte, eu resolvi que seguiria a carreira acadêmica e já passei no mestrado aqui na UFS, mas estou estudando para prestar em outros lugares e isso ao mesmo tempo que me dá um friozinho na barriga bom, me dá um medo desgraçado porque vou para longe da minha família, do meu namorado, da minha casa, dos meus amigos e tudo o que conheço tão bem. Crescer é muito estressante, gente. Daí eu só me sinto constantemente paralisada de medo e sem conseguir cuidar da minha cabeça. Eu não consigo passar um dia inteiro com a sensação que estou bem. Com exceção desse domingo maravilhoso porque me desafiei a dizer sim para várias coisas e acabei andando de bicicleta de manhã com meu namorado e meu irmão, depois fui pra piscina com eles, brinquei de dar mortais na piscina (LOGO EU) e no final da tarde fui pra uma feirinha de artesanato que tinha muita coisa linda.

Atualmente, o que tem me ajudado a sentir um pouco melhor é me abrir para o meu namorado sobre o que tá rolando na minha cabeça, escrever no meu diário e adquirir o hábito de andar de bicicleta em horários diferentes durante a minha semana, sempre fazendo o mesmo percurso. É um percurso lindo, já adianto pra vocês, ao redor dos lagos e da orla perto da minha casa. Eu e meu irmão fazemos pelo menos umas três vezes por semana 12 km de bicicleta e sempre nos deixamos apaixonar pelos finais de tarde passando entre os patinhos. Mas isso não tem sido suficiente. Eu preciso fazer mais, sempre mais. Saudades da época que eu me sentia perfeitamente bem só de assistir umas comédias românticas e ler um livro.

Como vocês lidam com esse tipo de coisa?

Segundas chances

IMG_6217.jpg

Um novo blog. Que loucura começar um blog do zero a essa altura do campeonato, pensei hoje de manhã enquanto tomava o meu café e comia meu pãozinho na chapa. Será que estou “velha demais” para recomeçar a escrever na internet? Provavelmente não. Minha geração gosta de dizer que já somos velhos demais para isso e aquilo, mas se formos ver, somos todos jovens sim. Frescos. Um pouco baqueados pela realidade, mas ainda assim frescos.

Eu gostava de escrever lá entre 2010-2014. Escrever, ao contrário de muitas amigas, nunca foi o meu forte e nunca foi essencial, mas descobri que esse ato me deixa sã, me deixa leve e me faz bem. A troca me faz bem. Por causa disso resolvi criar esse espaço. No momento minha vida está sofrendo uma transição. Sou recém-formada em Engenharia dos Materiais e estou disputando vagas em mestrados por aí. Voltei a estudar alemão, comecei a estudar francês e, como sempre, venho tentando entender cada vez mais esse desenvolvimento que vai me moldando sem eu nem perceber.

Antes eu falava que era fanática por comédias românticas, hoje nem tanto (não se fazem mais comédias românticas como antigamente e blablabla). Escuto menos músicas, toco violão raríssimas vezes e as leituras andam em baixa. Eu poderia dizer que não sei o que está acontecendo, mas sei. Virei refém das redes sociais e, principalmente, do whatsapp. E pode parecer desculpa, mas não é. Hoje, com o início desse blog, quero começar um projeto de me distanciar mais das redes e me aproximar mais de coisas reais que me fazem bem. Escrever é um ato de concentração e por isso estou aqui, voltando. Esse blog é uma resistência à modernidade que anda me fazendo mal.

Se eu for falar muito sobre mim, vão descobrir que no momento sou só ansiedade e angústia. Portanto, esse espaço também será uma terapia. Pra mim e até mesmo pra você que passa por algo parecido.

Vamos nessa?