Comer, amar, rezar e viajar em 2019

Eu acredito em um monte de coisas. Acredito em energia, simpatias e incenso como proteção. Acredito em um Deus que olha por nós lá em cima. Acredito no universo guiando a gente para fazer nossas escolhas e que nosso pensamento é capaz de atrair o que a gente busca. Acredito que a gente desencarna quando morre e que existe algo além. Acredito em amores de outras vidas, em astrologia e nos orixás também. Entretanto, poucas vezes (com exceção da astrologia) encontrei pessoas com as quais pudesse ter conversas mais profundas sobre esses assuntos perto de mim. Uma das minhas metas em 2019 é encontrá-las.

Li em alguns posts que, segundo a astrologia e a umbanda, 2019 será um ano de colheita. O que você plantou/plantar é o que você vai colher, então é bom olhar atentamente para todas as nossas propostas e a forma como a gente age com os outros e com nós mesmos no dia a dia. Se você não acredita nisso, basta saber que 2018 foi o ano de Xangô, um ano que trouxe verdades à superfície. Dia 07 de janeiro uma verdade explodiu na minha vida que tornou o resto do ano emocionalmente instável. O cenário político também não deixou muito a desejar: vi muitas máscaras caírem de pessoas que juravam não ter nenhum preconceito. Por essas e outras, acredito muito nessas premissas de acordo com os regentes de cada ano.

Inspirada nisso, para 2019, diferentemente dos outros anos, joguei minhas metas numa planilha de planejamento pessoal que meu namorado (virginiano) criou. Esse ano, muito mais do que planejar, me comprometo a tirar tudo do âmbito teórico. Minha maior meta é voltar nessa planilha semanalmente como uma forma de alerta do tipo “olha lá, se você não for atrás disso, as coisas não vão acontecer milagrosamente, tá?” porque tenho uma tendência muito ruim de planejar tudo e deixar pra lá. Não quero chegar no final do ano e pensar que minha vida foi uma grande aleatoriedade como foi em 2018.

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Sei que precisamos abrir mão do controle para termos uma vida mais feliz, mas acho que não é saudável deixar tudo nas mãos do universo. A gente só precisa saber que o universo nos trará opções durante as nossas vidas e que tiraremos ensinamentos das nossas escolhas. Não é para ter medo disso, não existe certo ou errado, existe o que você vai colher depois do que plantar. Talvez abrir mão do controle seja isso: viver em paz com as nossas escolhas. E se sua escolha não fizer o bem que você achava que iria fazer depois, tome como aprendizado e escolha outro caminho. Nós sempre temos essa opção.

Outro lembrete importante: não é porque está difícil que está errado. O Processo é realmente uma coisa lenta, trabalhosa, minuciosa. Se a gente não aprender a passar alguns perrengues durante esse processo com a serenidade de quem acredita que vai conquistar algo importante para sua alma lá na frente, estaremos apenas focando no lado ruim e não vendo o lado bom. Isso aprendi numa conversa com meu namorado que anda bastante cansado e ansioso com as entregas do trabalho dele. Quando fui dizer que ele estava errado de sofrer daquela forma, ele me disse que não era bem assim, que essas partes difíceis fazem parte de um crescimento que a gente não consegue mensurar muito até atingirmos o que queríamos. E não é verdade? Quem me acompanhou na vida real não sabe o sentimento maravilhoso que tive no dia da minha formatura. Mesmo com todos os perrengues e reclamações durante meus anos de faculdade, fechar aquele ciclo foi um dos melhores dias da minha vida. Meu corpo vibrava de felicidade.

Nesse ano, resolvi dar um nome para minha lista de metas: Comer, rezar, amar e viajar”. Quero cozinhar coisas diferentes, agradecer pelas experiências vividas, amar as minhas pessoas como nunca mês e explorar esse mundão (nem que seja na cidade aqui do lado). Tudo é valido <3.

enjoy the ride ~

E vocês, já se planejaram também?

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2018…2019

Em todos os blogs que tenho passado, vejo pessoas dizendo como 2018 foi um ano estranho e cheio de altos e baixos. Realmente, se fosse conversar com a Larissa de 2017 sobre tudo o que estava por vir no ano de 2018, provavelmente ela daria uma risada cética e falaria “até parece”.

Em 2018 eu achei que iria fazer mestrado na UFS e acabei fazendo trainee em uma empresa enorme e incrível na minha área. Mudei de cidade, mudei de vida, vivi sozinha pela primeira vez, desbalanceei minha alimentação completamente e ganhei 5 kg, dei umas surtadas em casa, aprendi que gosto das coisas organizadas e cheirosas no seu lugar, me descontrolei com o dinheiro, comprei eletrodomésticos, viajei a trabalho para outras cidades e outro estado, conheci pessoas novas, andei na montanha-russa no hopi hari e não achei que fosse morrer, li 12 livros, comecei a dançar hip hop, voltei a estudar alemão (com uma professora bem rígida), fiquei extremamente introspectiva e me machuquei muito no processo, entrei e larguei a academia mais vezes do que posso lembrar, tive momentos incríveis no meu relacionamento e momentos de muita dor, senti muita saudade…

2018 foi um ano de aprendizado tanto de como devo tratar as pessoas ao meu redor, como devo tratar a mim mesma. Acho que essa balança nunca fica equilibrada, mas a gente deve tentar o máximo viver uma vida com a cabeça o mais leve possível. Segundo as previsões 2019, será um ano complicado e que vai exigir muito de mim no trabalho. Vamos ver!

Faça um desejo

Mudanças

Estou vivendo uma nova fase. Uma fase que começou de verdade ontem, quando cheguei em casa e encontrei uma sala e um quarto vazio, poeira para todo lado e sacos de lixo no canto da parede. Isso porque agora estou morando completamente sozinha. Foi estranho (desesperador) chegar do trabalho ontem e encontrar o nada ocupando os espaços e a bagunça das minhas coisas novas preenchendo espaços que eu não tinha no meu quarto.  Entrei numa crise de choro de doer minha cabeça, liguei para o meu namorado e entre meus soluços disse que queria voltar para Aracaju. Falei para minha melhor amiga aqui em Sorocaba e ela disse que viria no domingo me ajudar a arrumar as coisas. Na aula de alemão, minha professora percebeu que meu rosto não estava dos melhores e cometeu o pior dos erros: perguntou “wie geht es dir? bist du krank?” (como você está? está doente?). Desandei a chorar na frente da sala de uma forma que nem conseguir responder as perguntas eu conseguia. Em nenhum momento, entretanto, me arrependi de ter sido honesta com meus sentimentos publicamente. Tudo o que encontrei foi acolhimento e empatia das pessoas que me cercam.

Foi gostoso perceber que eu estava cercada de pessoas legais e atenciosas.

Eu não sei quanto tempo vai durar até a próxima crise, mas me parece que isso é comum depois que a gente cresce e passa a tomar decisões na nossa vida. É estranho estar tão vulnerável. Tenho vivido uma sucessão de dias intensos e cheios de trabalho e me tornar dona de casa tem me ensinado uma lição nova por dia. Ao invés de olhar esse apartamento e enxergar o vazio, vou começar a enxergá-lo como possibilidades. Possibilidades de decorá-lo e transformá-lo numa casa cheia de amor e com coisas tão minhas.

Agora sim, tudo volta para o lugar certo.

 

Enlouquecendo

Nos últimos meses eu vivi momentos incríveis, cheios de luz, conheci pessoas novas, fui ao parque de diversões, voltei para Aracaju duas vezes desde a última postagem e me senti infinitamente completa. Mas também passei momentos obscuros sozinha. Em que cavei um buraco que fica cada vez mais profundo com o passar do tempo e parece que não tenho me preocupado em amarrar uma corda em volta da minha cintura para ser puxada de volta para cima.

Descubro a cada dia que passa que morar sozinha é andar na corda bamba. Há dias ótimos e dias horríveis. Há dias que sua companhia é a única que precisa e há dias que o menor dos pensamentos já torna o dia completamente insuportável. Eu não sei ser só, mas sigo tentando não enlouquecer com essa porção de horas que enfrento na perspectiva de encontrar apenas a mim mesma.

Tem sido fácil. Tem sido difícil. Acho que na mesma medida, mas às vezes é desproporcional.

Algum dia isso melhora?

Sweet 25

Ano passado, no meu aniversário de 24 anos, eu me encontrava num período estranho, pois estava desconectada de mim e não sabia. Diante de tantas mudanças internas e externas, erros, muita dedicação e resiliência, não tirei um tempo para me dedicar à minha festa de aniversário. Sempre tive minha mãe para me dar esse apoio, mas ano passado ela disse que eu precisava aprender a tocar as coisas sozinha e acabei deixando-as para fazer em cima da hora.

Algo que vocês precisam (ou já devem) saber sobre mim é que eu amo comemorar meu aniversário. Amo o carinho, os abraços e a atenção (leonina aqui rs) diferenciada que as pessoas dão nessa data comemorativa, então nem preciso dizer o quanto me importo com ela (da mesma forma que faço folia no aniversário dos meus amigos e das pessoas que gosto). Deixar para organizar meu aniversário em cima da hora no ano passado foi horrível, mas hoje vejo que nem tanto. Muitas pessoas que eu esperava que fossem e que estavam convivendo intensamente comigo foram para a despedida de uma menina que conhecíamos e isso me deixou arrasada no dia. No entanto, quando vejo as fotos, as pessoas QUE SEMPRE estiveram na minha vida, estavam lá, e algumas que se aproximaram de verdade na época também foram. Hoje eu entendo muito melhor que a vida é assim, que poucas pessoas ficam e te dão o retorno da amizade que você oferece para elas e que está tudo bem.

Tudo isso para dizer que na última sexta-feira, 17, foi meu aniversário e o dia começou um pouco esquisito. Primeiro que ninguém do meu trabalho lembrou que era meu aniversário, nem uma das pessoas mais próximas de mim, mas tentei entender como uma consequência de que 1) tem gente que não liga tanto e 2) tínhamos uma reunião importante com o nosso gerente geral no mesmo dia, mas mesmo assim isso me deixou mais abalada do que gostaria. Até que o jogo começou a virar e recebi muitas mensagens no whatsapp de vários amigos de Aracaju e da vida, até da minha amiga que trabalha aqui e está de férias, e foi uma folia muito gostosa. Meu namorado me enviou uma cesta de café-da-manhã para o meu trabalho tão rosa que dava para ver até na lua e que me fez chorar com tanto amor. Também fez um vídeo lindo para mim de aniversário que já assisti umas 30 vezes desde que ele me enviou. Nem preciso dizer que me senti completa com essa dedicação, né?

Ontem resolvi reunir o pessoal que trabalha comigo em um barzinho e foi muito mais gostoso do que imaginava. Pensei que ia dar uma flopada, mas as pessoas que tiraram um tempo para me conhecer melhor durante esses quatro meses foram me prestigiar com muita alegria. Ganhei chocolates, ganhei uma conta paga basicamente por eles, muitas risadas, fotos polaroid, uma sobremesa para colocar as velas que eu tinha levado e muito carinho. Foi incrível. Muito melhor do que o esperado.

bday

Aprendi com isso tudo que às vezes a gente precisa encarar as coisas com mais leveza porque o universo dá em retorno aquilo que a gente precisa e que ele nunca vai deixar a gente desamparado se quisermos muito alguma coisa. Meu desejo de um aniversário feliz foi realizado. Obrigada!

niver

ps: não posso deixar de dizer que no dia 16, a família da menina que mora comigo veio aqui e saímos para jantar juntos. Uma coisa bem íntima e em família que o universo foi bondoso e me deu.

 

 

 

Diário, amor e cozinha

Sinto falta da época que eu sabia entrelaçar melhor as informações dos meus textos. Não sei se foi a universidade que moldou minha forma de escrever para algo absolutamente direto ou se esse é mesmo o meu estilo, mas eu queria mesmo saber escrever de uma forma mais poética ou até mesmo dar mais voltas para explicar algo com muito embasamento em arte. Talvez meu cérebro não seja programado para isso, mas só queria deixar aqui meu descontentamento mesmo. 

Minha semana foi particularmente puxada e várias coisas saíram do meu controle, peguei birra da minha agenda que ficou extremamente bagunçada e feia e terminei o dia de ontem com uma dor no pescoço ameaçando uma torcicolo. Nada que me atingisse de forma dolorosa emocionalmente, mas as vezes a somatização das responsabilidades e do tanto de coisa que surge durante o dia e até mesmo pequenos atritos (e bestas!) no dia a dia com quem a gente convive já são o suficiente para derrubar a gente um pouquinho. Faz parte.

Hoje, entretanto, acordei sentindo uma paz de espírito enorme. Não sei porque, afinal, trouxe trabalho para fazer em casa e isso tira um pouquinho da animação, mas foi o sentimento que guiou meu dia quase inteiro. Tomei um café-da-manhã calmo na minha cama, liguei para o meu namorado e depois para minha mãe e passei a manhã inteira conversando com eles. Andei na vizinhança até o mercadinho e me apaixonei por um apartamento que tem atrás do meu só por causa da varanda (saudades da minha rede!). Estou, inclusive, pensando em ligar para saber mais informações. Almocei uma marmita saudável que custou 11 reais (e que vai dar para eu comer duas vezes), fui na academia fazer 30 min de esteira para aliviar a tensão e depois que cheguei em casa resolvi uns probleminhas. Quando terminei de resolver as coisas, tomei um banho quentinho e coloquei Julie e Julia para assistir no netflix.

Queria fazer um adendo aqui que às vezes parece que o universo conspira ao nosso favor, né? Faz muito tempo que não assisto uma comédia romântica tão gostosa quanto Julie & Julia e achei que tinha tudo a ver com o momento que ando vivendo. Afinal, eu venho tentando mudar meus hábitos alimentares e parado de gastar com comidas de fast food e tudo mais. Inclusive, parece que meu corpo tem rejeitado essas coisas fazendo meu estômago embrulhar ou encher com muita facilidade.

Não é que esse seja um filme sobre se alimentar de forma saudável, mas sobre cozinhar com amor. Nunca fui uma grande entusiasta da cozinha, inclusive sempre fui uma inútil até observando minhas amigas cozinharem, mas de certa forma essa semana aconteceu um estalo na minha cabeça. Fiz uma sopa de mandioquinha com calabresa e acertei no tempero. Foi a coisa mais gostosa que já cozinhei e, de repente, entendi porque existiam pessoas apaixonadas por isso. É uma delícia descobrir sabores, comer uma comidinha feita por você e sentir que seu corpo agradece aquilo. Descobri que aquele tempo que você dedica na cozinha é traduzido por um único sentimento: o amor. Amor por você e amor para quem você cozinha. É um tempo que você tira para pensar nos seus sentidos e ouvir um pouco mais do que vem de dentro. É um tempo que exige paciência e calma porque nada que é feito com pressa fica tão gostoso quanto quando você está realmente atento em cada coisinha que coloca dentro da panela. O filme Julie & Julia deixa estampada essa relação entre o amor e a comida de forma muito clara e isso é possível de entender por as duas estão envolvidas por seus maridos, suas irmãs e seus amigos durante o filme inteiro. É muito fofo!

Não tenho pretensão de dizer que vou me dedicar 100% à arte da cozinha, mas senti uma vontade enorme de compartilhar sobre essa nova vontade de querer descobrir o que posso aprender a cozinhar e quem eu posso agradar com isso. No final das contas, happiness is only real when shared. ❤

 

 

 

Fora do lugar

Hoje acordei querendo cuidar um pouco mais de mim porque senti que essa semana me deu um cansaço fora do normal. No trabalho, fiquei impaciente por nenhum motivo aparente, mesmo acontecendo coisas boas como o reconhecimento dos meus tutores pelo meu trabalho e ter me aproximando dos estagiários com conversas divertidas durante o café-da-manhã no refeitório da empresa. Senti um estalo de que algo não estava indo bem porque de quarta-feira para cá comecei a ter problemas de gases e dores nas pernas muito insuportáveis. Me dei conta de que passei a semana inteira jantando comidas sem valor nutricional algum, em um misto de salgadinhos torcida e bolachas com nutella. Meu corpo está sentindo o peso de tudo isso. Um exemplo da situação que estou vivendo é o cardápio que tive na quinta-feira:

  • Café-da-manhã: 1 Banana + 1 Pão com manteiga + 1 copo de café
  • Lanche: 2 castanhas do pará + algumas castanhas de caju + pipoca (é)
  • Almoço: Sushi
  • Jantar: Pão na chapa com manteiga + 1 xícara de café
    PS: Bebi pouquíssima água esse dia

30 minutos depois do jantar inventei de ir fazer funcional na academia pela primeira vez e meia-hora depois estava passando mal e me sentindo zonza. Voltei para casa e só aceitei que algo estava errado comigo. Conversei muito com meu namorado ontem e ele disse que não sabe muito bem o que dizer mais para mim porque eu dizia que ia começar a alimentar bem e SEMPRE enfiava o pé na jaca. Não tem um dia que eu não me descontrole e me sinto profundamente triste por isso porque fica aquela sensação de que não tenho controle, sabe? Comida sempre foi uma válvula de escape para a ansiedade para mim, mas dessa vez não sei de onde isso está vindo.

Não é como se eu estivesse me sentindo infeliz com a minha vida, pelo contrário. As coisas estão indo bem, os laços estão se fortalecendo, meu namoro vai indo bem, minha família está bem, em duas semanas verei minha mãe e minha madrinha e em três o meu namorado. Tenho conseguido pagar as contas e me divertir. What the fuck is happening?

Não dá pra saber se é ansiedade ou se é o fato de que tenho me alimentado mal e não esteja fazendo os exercícios físicos que prometi fazer. Sinto, inclusive, uma puta frustração por não seguir com isso direitinho na minha vida. Eu planejo mil vezes, vejo a grade de horário das aulas e digo todo começo de semana “essa semana vou seguir o plano: segunda – boxe, terça – musculação, quinta – funcional, sexta – musculação e no fds escolho caminhar no parque ou andar de patins”. Se vou duas vezes na semana é muito e daí começa um ciclo autodestrutivo de não me nutrir direito. Ando cansada e triste. Não sei muito bem o que está acontecendo, mas se alguém souber, por favor, me avise.

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